segunda-feira, 25 de maio de 2009

Here they are: The Jonas Brothers

"Domingo é dia de alegria, vamos sorrir e cantar"...com os JoBros. Crédito: naodiga.com

fanatismo
fa.na.tis.mo
sm (fanáti(co)+ismo) 1 Excessivo zelo
religioso. 2 Facciosismo, partidarismo. 3 Dedicação excessiva a
alguém,
ou a alguma coisa; paixão
. 4 Adesão cega a uma doutrina ou
sistema.

histeria
his.te.ri.a
sf (hístero+ia1) 1 Med Psiconeurose que se observa principalmente
nas mulheres e se
caracteriza por falta de controle de atos e emoções
e
por grande
variedade de outros sintomas que muitas vezes simulam doenças
orgânicas
(supunha-se que tinha origem no útero). 2 Índole caprichosa ou
desequilibrada. Var: histerismo.

Essas duas palavras se as suas definições traduzem a minha tarde de ontem no estádio do Morumbi. Sim, fui ver o show dos Jonas Brothers. Afilhados da Disney e deslocadores de multidoes, os meninos fizeram sua última apresentação na América Latina na tarde de ontem. E eu nunca tinha visto coisa parecida.

No começo da semana, quando desembarcaram no Peru, a situação já era impressionante. Milhares de meninas se aglomerando na porta do hotel, esperando um aceno ou uma simples aparição dos Jonas.
E isso se repetiu no Chile, Argentina até chegar ao Brasil.
Nosso país é de especial lembrança para o grupo, já que a babá deles era brasileira e os ensinou a gostar de pão de queijo e coxinha desde pequenos. Pena que a babá foi despedida - talvez por imigração ilegal (brinks) - e o único jeito deles entrarem em contato com essas iguarias era vindo para o Brasil. Enquanto outras bandas falam que a primeira coisa que querem experimentar é a "caipirinha", os Jonas nem tocaram no assunto, apesar de dois dos integrantes, Kevin e Joe, já poderem beber legalmente aqui. Isso só prova a boa indole dos garotos. Protestantes, não tem nenhum vício, - pelo menos não declarado - usam o anel de castidade e são orientados a não falar sobre a vida pessoal. São bons garotos.
Talvez seja isso que atraia tantas fãs para a banda. O misto de moços tímidos com sexualidade explícita (já que os meninos são atraentes, não tem como negar) fazem com que eles se tornem o sucesso "engana mamãe". Tanto que no show haviam desde crianças de 05 anos, atraídas pelo sucesso dos moços em Camp Rock até adolescentes que declaravam para quem quissesse ouvir - ou não - que Kevin, Nick e Joe eram o amor das suas que vidas (mesmo que no sentido pueril e casto da palavra).

O fanatismo é tanto que já haviam pessoas que estavam dormindo na fila desde a sexta anterior ao dia do show. Eu cheguei ao Estádio no domingo, ao meio-dia, em gritos de protesto da minha irmã que queria ter chegado muito mais cedo. Depois dela encontrar as amiguinhas de forum dos JoBros, tudo acalmou. Passaram as duas horas antes de entrar no estádio cantando músicas e elegendo quem era o favorito deles.

Finalmente abrem os portões com meia hora de atraso. Mesmo com a classificação livre, os menores de 14 anos deveriam estar acompanhados de responsáveis maiores de 18 anos. Falei deveriam porque na hora da entrada, ninguém perguntou por identidade das meninas que eu estava acompanhando (todas menores de 14) ou quem estavam com elas. Ah, enfim. Nenhuma delas estava representando algum perigo para sociedade. Aliás, ninguém que estava lá dentro tinha algum plano suicida para justificar uma verificação de identidade tão intensiva. Mas ainda sim, deveria se ter um cuidado maior.
Sentamos na cadeira azul, que fica do lado esquerdo do palco. Dela, dava para ver todo o backstage. Descobri isso quando estava fazendo uma hora, indo ao banheiro e comprando alguma coisa para comer. Na hora que avisei isso para as meninas, todas saíram correndo para tentar pegar alguma coisa. O problema é que fizeram tanto barulho que alertaram a segurança do setor. Colocaram duas seguranças para não deixar que ninguém se aproximasse da área e a alegria de todo mundo acabou. No entanto, minha irmã jura ter visto os três Jobros almoçando no restaurante do Morumbi. Vou postar a foto comentada por ela, apesar de eu mesma não ter visto nada:






Neste post não cabe eu detalhar o show dos meninos, porque vocês já devem estar cansados de ler. O que resta escrever é que foi um show sem erros. Eles são muito bons. A única coisa que deixou a desejar foi o som. Porém isso é um carma em solo brasileiro, já os técnicos que acompanham os artistas parecem não conseguirem acertar o som de um jeito que fique satisfatório. Sempre está muito baixo ou muito agudo ou muito grave. Enfim.



Outra coisa que chama a atenção é atuação deles no palco. A platéia de São Paulo fez Kevin se emocionar, devido aos gritos (e lágrimas) da platéia de devoção aos meninos. No show do Rio, quem cedeu às lágrimas foi Nick, o mais novo da banda. Apesar disso, as marcações dos JoBros eram iguais ao da turnê toda, até mesmo as reações mais naturais, como aproximar da platéia pela plataforma. Percebo que muitos críticos recebem isso de maneira ruim. Não vejo por esse lado. Como qualquer show de artistas pop, o que acontece no palco não é de responsabilidade só deles, e sim de toda uma produção e aparelhagem que precisa ser respeitada. Por isso, as reações parecidas. Só que por serem uma banda de "rock" podem também experiementar uma certa espontaniedade que uma boy band dos anos 90, por ter que também dançar, não conseguiria. E com isso conseguiram os pontos altos da apresentação. Um deles foi o momento Flashdance, o qual Joe jogava água em si mesmo e depois chacoalhava o cabelo em direção a platéia (lembra do entretenimento "engana-mamãe" que eu disse antes...então *naughty thoughts mode on*) e quando o mesmo desceu do palco e se jogou no meio da pista (tenho certeza que os seguranças tiveram que distribuir alguns "tapinhas" para o pessoal o largar).



Olha o trio "gatcheeenho". Crédito: Capricho.



Enfim, meu dia foi isso. Depois da espera de duas horas, devido ao trânsito, até meu pai nos resgatar da "jonaslandia", cheguei em casa exausta com uma certeza: tô mais surda por causa dos gritos das meninas do que pelo som do show.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tema Livre

Hoje fui convidada a ir em uma entrevista de emprego. Incrivelmente só tinha gente da Cásper na sala. O que é bem legal, já que vejo que muita gente tá conseguindo se inserir no mercado de trabalho assim como eu. Mesmo que vagarosamente, mas tudo bem xD.

Já estava preparada para aquela entrevista padrão: quem é você, o que faz. Talvez até uma dinâmica e estudo de caso. Descubro que vamos fazer uma redação. Sem problemas até aí. Mande um tema que eu tento discorrer sobre. Só que a mocinha escreve na lousa: "Tema Livre".

TEMA LIVRE!!!!! Isso me assusta desde o primário, mais do que a redação de Minhas Férias. Pelo menos nessa redação eu tenho alguma coisa sugerida do que eu possa falar, por mais idiota que seja. Agora com o tema livre eu sempre tenho uma ideia estranha para escrever. E descubro isso quando já estou para entregar o texto e já é tarde demais. Sério, prefiro uma sugestão tipo "Bolsas na Ásia e seu impacto na economia mundial" do que algum assunto qualquer. Tudo isso porque eu tenho brainstorms, mas o fluxo é tão grande que me torno o professor de Jo Básico II no papel. Eu engasgo muito até o texto ter uma forma normal. E fico estremamente nervosa por causa disso. Acredito muito em lamber a cria, mas pelo que eu percebi na psicologia aplicada no teste isso é ruim, já que ela quer ver nosso pensamento na forma mais pura.
Confirmo: meu pensamento é pior que quarto de adolescente!

Enfim, escrevi a relação entre números e pessoas. Como as pessoas não são quantificaveis, não recebem estimulos numéricos como máquinas and so on. Porém, achei que ficou muito filosófico e não consegui passar todo meu potencial na escrita. Afinal, não tenho talento nato para escritora. Quero meu formar jornalista para pesquisar e conhecer outras realidades, não exatamente ser uma ótima escritora. Enfim, ainda sim preciso fortificar esse meu lado. Senão, adeus qualquer tentativa de estágio.
Porque eu não fui fazer farmácia mesmo?

sábado, 16 de maio de 2009

Sabor mineiro em São Caetano do Sul

A cafeteria “Pão de Queijo Mineiro”, funcionando há 29 anos, atrai pela sua especialidade: pão de queijo recheado.

A cidade de São Caetano do Sul é a menor em extensão de todo o ABC Paulista, com 15 quilômetros quadrados. Há 132 anos era apenas uma fazenda localizada no município de Santo André. De lá para cá fatores de desenvolvimento, como a chegada das fábricas Matarazzo, Cerâmica (ambas já extintas) e General Motors, fizeram com que a cidade prosperasse, conseguindo obter o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil (0,919). Mesmo assim a cidade ainda mantém algumas características de interior como ruas sem trânsito intenso, a praça principal do centro onde fica a igreja matriz, uma pequena fonte e bancos onde idosos descansam e conversam, além da rua principal de comércio, com a curiosidade de possuir três perfumarias diferentes, porém pertencentes ao mesmo dono.
Ainda no centro da cidade, localizada na esquina de um cruzamento difícil de entender - onde três semáforos sinalizam três vias diferentes, duas delas de mão única - está uma cafeteria, com pintura retratando uma fazenda em suas paredes externas e um letreiro com fundo marrom e letras amarelas, já marca registrada do local. No seu interior, o cheiro característico de café sendo passado no coador e de bolo recém saído do forno inundam o ar. O cardápio é escrito em giz em uma lousa na parede atrás dos balcões, sempre acompanhado de um simpático “pensamento do dia”. Aberto e funcionando no mesmo local há 29 anos, o “Pão de Queijo Mineiro”, mesmo em uma tarde chuvosa, está cheio de pessoas que param para comer o pão de queijo recheado, especialidade da casa. “A gente produz, em média, 800 pães de queijo por dia, mas já teve época que se produzia muito mais”, contabiliza a atual gerente Lúcia de Fátima, 50 anos, funcionária desde a abertura da casa.
Devido ao longo espaço de tempo no mesmo local, a cafeteria tem clientes cativos, conhecidos pelos funcionários pelo nome. “Venho aqui acho que acho que há mais de 10 anos, por isso o pessoal me conhece pelo nome, mas tenho certeza que eles [os funcionários] são simpáticos com todos os outros também”, especula Antônio Costa, 68 anos, aposentado. Mas também existem clientes que fazem a visita ao “Pão de Queijo Mineiro” uma nova tradição. “Faço cursinho perto daqui, então no intervalo das aulas sempre venho aqui comprar pão de queijo. É muito gostoso e o preço é justo”, relata Flávia de Moura, 18 anos, estudante.
Mesmo com toda experiência, acidentes acontecem. Lúcia conta que “Dia sim, dia não, algum bolo queima, o pão de queijo não cresce. É normal. Só que a gente não pode fazer é deixar faltar o que vender”. Assim como aparecem visitantes indesejados. “A gente tenta de todo o jeito tentar afastar, mas sempre voltam. É uma praga”, exclama Lúcia. Felizmente, ela não está falando de pessoas e sim dos pombos, que ocupam a calçada. Alguns conseguem até entrar, se alimentando de migalhas dos clientes. Até colocaram uma placa “Não alimente os pombos”. “Os clientes já entenderam, o problema são as pombas que não conseguem ler”, brinca Lúcia.
Visitar o “Pão de Queijo Mineiro” é uma boa pedida para quem quer começar o dia com um bom café da manhã, quem quer fazer uma parada para o lanche depois das compras ou apenas quer experimentar seus quitutes. O pão de queijo recheado (sabores: presunto e queijo, frango desfiado, carne moída e doce de leite) de oito centímetros de diâmetro custa R$ 3,00 e sem recheio R$ 2,50. A cafeteria fica localizada na Rua Baraldi número 1039, esquina com a Rua Goitacazes, no centro de São Caetano do Sul.
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Reportagem feita para a aula de Jo Básico II. O professor achou a matária "acanhada" e o lugar "desinteressante para uma matéria". Ok, é porque o senhor nunca foi comer o pão de queijo de lá. Hunf >=/

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Missão Dolores



Livro “Lolita” de Nabokov e filme homônimo de Kubrick se mantêm atuais.


Pedofilia está sempre em voga. Envolve interesse e curiosidade. O livro “Lolita” de Vladimir Nabokov, que chocou gerações com a história sórdida de Humbert Humbert, ainda atrai muitos leitores que em um primeiro momento podem pensar em se tratar apenas uma obra com passagens pornográficas. Porém a obra vai mais além. Mostra o roubo de uma vida individual pelo beneficiamento de outra, como a autora iraniana Azar Nafizi defende.
O livro, que sempre figura nas listas dos mais importantes do século XX, ainda desafia os estudiosos em sua análise. Mas é inegável que a obra chama atenção pelo seu principal enredo: a paixão de um homem de meia idade por uma menina de 12 anos. A história é narrada pelo francês Humbert, professor de literatura. Ele escreve um diário de memórias de dentro da cadeia, primeiramente, relembrando sua vida na França e quando começou a gostar de “ninfetas”. Nesse relato já começamos a ter indícios de que Humbert tem distúrbios psicológicos, quando afirma que passou “férias” em um sanatório em Paris. Chegando a Ramsdale, se apaixona por Dolores, apelidada de Lolita, filha da viúva Charlotte Haze. Visando a garota, Humbert se aproxima da família e acaba se casando com Charlotte. Quando a ex-viúva descobre quais são as reais intenções de seu novo marido, fica transtornada, é atropelada e morre. Assim, Humbert consegue o que quer, ter Lolita só para ele. É preciso lembrar que toda a narrativa segue a visão do protagonista. Talvez Lolita não fosse sedutora ao ponto de convencer um homem a ter relações sexuais com ela. Tanto que várias vezes ao longo do livro podemos perceber que ela chora e se retrai logo após ter relações ou dá indiretas sobre a situação dos dois. Humbert também a pressiona, falando que se não aceitá-lo irá para um orfanato ou reformatório e perderá tudo aquilo que gosta, não percebendo que ela já não gostava de sua atual condição.
Stanley Kubrick adaptou a obra somente 7 anos depois de seu lançamento. É ele que introduz a Lolita como loira de rosto angelical. Filmado em 1962, ele é mais sutil na questão da pedofilia - aliás, a Lolita tem 14 anos contra os 12 anos do livro - e foca em outro personagem não tão valorizado no livro: Clare Quilty. Escritor de roteiros de Hollywood, só toma destaque no livro a partir da chegada de Humbert e Dolores a Beardsley, quando entra em contato direto com a protagonista. No filme, Clare Quilty já aparece na primeira sequência, onde é assassinado por Humbert. A cena produz o mesmo efeito ao espectador que o prólogo do livro, o qual conta o desfecho dos personagens para introduzir a narrativa. Quilty segue a dupla durante todo o filme, interpretando diversos personagens para suscitar dúvida em Humbert, enquanto no livro a perseguição e a aproximação acontece de maneira sutil, em apenas um episódio. Isso entrega um pouco do suspense, já que fica mais fácil deduzir quem é terceiro elemento da relação. Talvez Kubrick mudou esse detalhe para que a figura de Quilty não aparecesse tão de repente, como acontece no livro. O filme também representa um Humbert mais pateta, atrapalhado como um adolescente da idade de Lolita. Em alguns pontos, até parece que a garota é mais madura que Humbert. Mesmo com as diferenças signficativas, Kubrick lida com maestria todas as nuances do livro, indo de um filme noir à suspense, com pitadas de drama e ensaiando um Road Movie.
Ainda que apareçam vários livros com o mesmo tema, Nabokov o introduziu de maneira sublime. Fez o que poucos autores conseguem: definir novas interpretações para palavras. “Ninfeta” ou “Lolita” para designar adolescentes sedutoras só foram usadas após o livro. Kubrick também ousou fazendo uma adaptação quando a sociedade repugnava com mais fervor esse tipo de comportamento. Não é a toa que autor e diretor ainda possuem grande status nas áreas que atuavam. São duas obras que merecem ser vistas e lidas sempre.
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Ensaio feito para a avaliação em Língua Portuguesa II

segunda-feira, 23 de março de 2009

Just a fest - valeu cada centavo

Nunca pensei que veria um show tão perfeito e sublime. Foi esse sensação e pensamento que tive depois de sair do Just a fest ontem.

Quando o Radiohead finalmente teve as datas anunciadas no Brasil, tive muita vontade de ir, mas o preço caro (100 reais) me deixou com um pé atrás. Afinal, não era fã e conhecia poucas músicas. Meu namorado me convenceu a comprar os ingressos com ele depois de um empréstimo. Em um sistema de troca, eu "paguei" a entrada dele para o Keane (que, de passagem, foi maravilhoso como o show de 2007) e ele pagou a minha do Just a fest. Fiquei ainda mais animada quando confirmaram que os Los Hermanos voltariam só para esse festival. Eram duas oportunidades que não poderia perder, mas para falar a verdade, estava esperando mais o Los Hermanos do que o próprio Radiohead.

Finalmente, o dia chegou. Fomos para a chácara do Jockey que fica em um lugar que se me soltassem sozinha, não saberia como voltar para casa. Entramos e até conseguimos um local perto do palco. Não teriamos problemas.

Os shows começaram nos horários estabelecidos (coisa muito rara em festivais). O dos Los Hermanos, que abriram a noite, iniciaram às 18h30. Sem palavras para descrever. Eles pareciam felizes de estarem tocando junto de novo e até o Amarante soltou essa: "Caramba, quanta gente aqui". Fizeram uma versão country de "Deixa o verão para mais tarde" que ficou muito foda. Impressionante. Tocaram "Último Romance", minha preferida. Mas, nem o Amarante nem o Camelo tocaram músicas de seus projetos solos, o que foi justo, já que era uma mini volta mesmo. E não tocaram Anna Julia, o que quer dizer que podem sair do hiatus, já que ele só tocaram essa música na Fundição Progresso porque achavam que nunca iriam se reunir de novo.


Crédito: UOL


Entre esses dois shows se apresentaram os vovôs do Kraftwerk. Vovôs porque foram os pioneiros da música eletrônica, quando nem aparelhos desse tipo existiam direito. O show é bem visual, com muitos efeitos e as imagens que passam no telão mostram a letra. A música é ouvível. Isso quer dizer que é bom até a quarta música, depois cansa os ouvidos. Pensei que não ia ter gente que gostasse mesmo deles. Mas a minha volta, tinha até um pessoal curtindo.



Kraftwerk
Crédito: G1

O ponto alto da noite começou às 22 horas, quando o Radiohead subiu no palco. Já estava um empurra-empurra desgraçado, quando começou ficou pior ainda. Tive que distribuir muita cotovelada para ficar de pé. Perto, vi pouca coisa da banda, mas o palco estava deslumbrante. Foram colocadas uma espécie de estacas de metal, onde a luz refletia a fazia efeitos. Uma solução simples, mas com um visual impressionante. Do Thom Yorke e companhia, vi muito pouco, uma cabecinha e outra de vez em quando. Estava até passando mal do calor. Tive que, infelizmente, ir para o fundo.


ô menino bonito.
Crédito: G1

Pelo menos deu para ver melhor, até dançar. xD. Não conhecia a maioria das músicas, porque eram dos álbuns mais recentes, Hail to the Thief e In Rainbows. Mas foram mesmo as antigonas que levantaram a platéia. Ainda estava no meião quando tocaram "Karma Police". Meu Deus, aquilo veio abaixo. Tocaram também Paranoid Android e Fake Plastic Trees. O show durou DUAS HORAS E QUINZE e fizeram TRÊS bis!!!!! Só que o melhor estava reservado para o final quando, voltando pela última vez, tocaram CREEP!!!!! E ainda o Thom brincou: Guess who is it? Muito bom!!! Foi comoção geral. Todos cantaram e se arrepiaram das cabeças aos pés. Só que ainda faltou No surprises, My Iron Lung, 2 + 2= 5 e High and Dry. Mas eles tocam essas quando vierem de novo.


Crédito: peterpetty

Eu não prestava atenção no trabalho dos caras, agora me pegaram mesmo. Ganharam mais uma fã. Bem que falavam que o show deles é uma experiência sem igual. Até quem não gosta da banda deveria ver uma vez na vida. Foda mesmo.

terça-feira, 3 de março de 2009

It's Britney again, bitch

Hoje só passei aqui para postar um vídeo e calar a boca de todos que achavam que a "careca louca" nunca voltaria. Ela voltou definitivamente e está melhor ainda.É incrivel ver essa evolução e falar com orgulho que estava a defendendo mesmo em sua pior fase da vida. A mulher tem força e determinação (mesmo que a maioria dessa determinação tenha iniciativa do pai dela).



É duro ser a Britney!! Só falta ela aqui no Brasil. Seria puro luxo.
ps: É o meu aniversário hoje. Só para registrar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Caras do Sim




YES MAN!!!

Na tradução veiculada para divulgação é um comando. Mas, na verdade, é uma denominação, um estilo de vida. O filme em cartaz tem Jim Carey no papel de Carl, um sujeito que não gosta de surpresas, evita até mesmo os amigos mais próximos e faz somente o necessário para viver em sociedade. Num pausa para o almoço na empresa de investimentos que trabalha, recebe uma visita (ou melhor, um cutucão) de um colega que não via a anos. Dele recebe o concelho de
ir a uma palestra onde se tornaria um "yes man": deveria dizer sim a todas as situações que lhe aparecer, sem pensar. Nessa viagem, descobre que estava perdendo uma grande parte da vida, onde aprende e vive situações impensáveis. Na era do SIM no Estados Unidos, com a posse de Obama, parece que tudo é possível novamente. E Sim Senhor, vem para marcar essa época. Arrisco até a dizer que será alvo de análises acadêmicas daqui 10 anos (ou até menos, já que as pesquisas são cada vez mais sobre coisas recentes)

Mais do que pelo entreterimento, já que o filme tem cenas impagáveis de humor físico - assunto que Carrey é especialista - ele me chamou atenção em dois aspectos:

- O Segredo do Sim:

É fato que nos nossos dias não vivemos sozinhos e muito menos sem os outros darem opinião sobre tudo o que acontece com você. Nesse âmbito, surgem os livros de auto-ajuda, best sellers mundiais. "Quem mexeu no meu queijo", "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" e mais um infinidade de livros sempre com o título cativante, cuidadosamente criado por uma equipe de publicidade. "O Segredo" é o sucesso mais recente. Pessoas não vivem sem esse tipo de
aconselhamento e muitas vezes são guiadas somente pela filosofia escrita, e não por suas próprias experiências. É um ponto delicado que o filme aborda. Nós realmente precisamos dessas ajudas não requisitadas? Ou melhor, até que ponto um livro ou um filme de auto-ajuda (sim, "O Segredo" foi transformado em filme, com pessoas contando as suas experiências e como o "segredo" mudou a vida deles) deve ser levado a sério. Bem humorado, o filme chega ao clímax
justamente criticando essa viagem cega que muitos embarcam ao acreditar em "doutrinas milagrosas". Acredito sim que os livros de auto-ajuda podem ser ótimos aliados para empurrar e levantar o ego. Mas, francamente, não falam nada de mágico, e nem do que outros já perceberam. Tomo por exemplo o mesmo "O Segredo". Seu ponto principal é que com atitudes e pensamentos positivos se traz situações positivas para seu cotidiano. Não descobriram nada de novo, certo? A vida é movida por decisões. Se você escolhe as mais positivas e corretas, claro
que coisas boas vão aparecer. Na doutrina inventada pelos "Yes Man"s, fala-se a mesma coisa. Diga sim a tudo que coisas maravilhosas irão acontecer. O maior porém é a ideia de não dizer sim a tudo. É onde eu chego ao meu segundo ponto.

- Sim as oportunidades:

Tá, agora que abraçou a ideia de dizer sim a tudo, por onde começar. Oferecendo seu celular a um mendigo? Pulando de Bungee Jump? Ou pelas coisas que pode alcançar facilmente? Pela minha experiência, disse não para muitas coisas que poderia ter dito sim e tomado outro rumo. Mas confesso que sou medrosa e não gosto de surpresas. Penso demais antes de aceitar algo. O filme me faz pensar por esse lado. Será que agindo assim estou desperdiçando oportunidades palpáveis por preguiça, ou por medo de me jogar no desconhecido? Muitas (MUITAS MESMO) vezes disse não por simplesmente pensar que não iria conseguir obter o que eu queria e me frustrar no final. Acredito que até um entreterimento inofensivo faz com que pessoas como eu pense e queira aproveitar mais o que se oferece, mesmo que acarrete em coisas não muito agradáveis no final. Só que agora que quero dizer sim a tudo que aparece, nada surge. Estágio? Não. Festas? Não. Viagens? Não. Enfim. Acho que a vida é feita disso mesmo. Mesmo vivendo um momento que se acha que nada de bom vai acontecer, de repente a vida faz "plim" e novos planos acontecem. É só pensar positivo. Vixi, isso soou como auto-ajuda. Preciso parar de ler as sinopses desses livros.





É isso.