Percebi que algumas
pessoas procuram por um efeito passageiro, certa atenção e preenchimento daquela
lacuna chamada carência. Quando a
resposta não é buscada nos vícios, é encontrada no “amor”. Não o amor
verdadeiro, mas naquele amor “moderno”, falsificado, aquele que prioriza o físico,
que rejeita imperfeições, e que não torna ninguém melhor, só mais egoísta.
Eu tenho escrito muito
ultimamente sobre isso, mas porque esse assunto tem me tirado o sono noites
seguidas. Essas anestesias do mundo que são rotuladas como felicidade.
Digo com total certeza que
se for para ser feliz dessa maneira, amando sem nunca ter amado, rindo sem
achar graça ou sentido, viver uma realidade falsa, extasiado para a vida, eu
prefiro então ser a pessoa mais infeliz que existe.
Posso ser tudo o que eu quiser, menos quem não sou.
É um fato que ninguém
precisa de alguém para ser feliz, todos temos capacidade o suficiente para
florescer sozinhos. Ao contrário do que
muitos pensam; entrar em um relacionamento (em geral) não significa
necessidade, é apenas uma escolha. A escolha de não caminhar só.
Às vezes eu digo para mim
mesma que definitivamente não preciso estar “aqui”, mas por algum motivo optei
por estar. Então relembro esse motivo diversas vezes.
Em minha opinião, cativar
os sentimentos mais sinceros, principalmente à confiança de uma pessoa, é um,
se não o maior dos sentidos da vida.
Não fomos feitos para
viver para si, existem milhares e milhares de pessoas no mundo, nada gira em
torno do que sentimos ou queremos.
Cada um de nós um dia será
apenas lembrança. É nossa
responsabilidade escolher ser uma lembrança boa ou uma memória ruim. Por
essa razão o amor existe.
Ele é a melhor forma de
nos tornar inesquecíveis.
Eu poderia estar neste
momento em outro lugar, com outra pessoa, fazendo qualquer outra coisa, mas eu
não estou e não estarei, porque eu preferi insistir nisso; naquilo que em algum
momento já me quebrou em milhares de pedaços, tão incontáveis quanto a areia da
praia, naqueles que traíram minha confiança.
Mas tudo tem um limite,
principalmente quando se trata de sentimentos.
Tenho comigo que ainda não
dei o meu melhor, que ainda posso fazer alguma coisa, e enquanto eu sentir
isso, eu lutarei. Mesmo que por ora essa insistência seja minha maior doença, tenho fé que em algum dia ela possa se tornar um dos motivos da minha maior alegria.
Vale apena acreditar.
Eu não quero receber um
amor moderno, por isso não dou esse falso amor ás pessoas.
Minha maior conquista não
é o dinheiro ou coisas materiais, mas sim a confiança delas.
Procuro sentir e expressar
tudo ao máximo possível.
Talvez isso seja coisa de
escritor, ou então ser escritor significa ir além do mínimo.
Eu não sei.
Mas eu sei que viver é
algo insano, e receber o coração de alguém é um prêmio excepcional.
É importante lembrar-se
que a vida só exige uma regra: viver sem arrependimentos.
Por isso, faça tudo enquanto puder fazer, ame o quanto conseguir, insista até não suportar mais,
porque no fim, até da amargura pode se tirar doçura.
