Sociedade de aparências.

By Nubia Dotto - dezembro 12, 2017

As pessoas estão ocupadas de mais tentando mostrar para o mundo o quanto são felizes, esquecendo-se de serem de fato.
Quantas vezes deixamos de fazer algo, por medo do que pensavam sobre nós, ao invés de darmos importância para nossos próprios pensamentos?
Admita, é difícil fazer parte de uma sociedade em que a cor dos seus olhos vale mais do que o que sai da sua boca, onde ser diagnosticado com depressão se torna tudo o que você é, diz ou faz, onde todo mundo tem um rótulo diferente e são tratados de acordo com ele.

O quanto à opinião de alguém influência na sua vida?

Em certos momentos me sinto como em um baile de máscaras; é difícil encontrar um rosto verdadeiro, um rosto sem estar plastificado. Tudo o que vejo são pessoas carentes que adoram apresentar expressões falsas, reflexos de uma vida forjada e completamente fictícia.

O que você é capaz de fazer para ser aceito por alguém?

Um palhaço só é palhaço se tiver alguém para rir dele.
Essa é a pior parte; quando o ser humano não busca adoração para si mesmo, ele está buscando alguém ou alguma coisa para adorar.
Um ídolo principalmente, alguém a quem possa se espelhar.
Nossa mente se enche de paradigmas quanto à aparência que precisamos ter, a casa, a profissão e até mesmo o modo como devemos pensar e agir.

Há muito tempo eu ouço falar sobre a criação de robôs do futuro, que farão os serviços de pessoas normais. Mas, será que esses robôs não são nada mais do que as próprias pessoas?
Cada ano que passa, a mente humana se torna mais “programada” para fazer as mesmas coisas; se acomodar em uma vida monótona, focar em um único sonho: ganhar dinheiro, mesmo que ele venha de maneira suja.

Não somos nada mais do que nossas próprias escolhas.

Com pequenas atitudes passamos a conquistar a quem está ao nosso redor, transformando nosso pequeno mundo em um lugar diferente, mas se por ganância quisermos ele por inteiro, jamais teremos 1/3 dele.
É melhor viver uma vida da maneira que sonhamos, sendo quem realmente somos, do que vivermos aprisionados na decisão de realizar a vontade dos outros, a fim de sermos aceitos.
A escolha é nossa de se esconder atrás das cortinas ou se manter firme no meio do palco.

O sucesso pode estar a um passo adiante, isso depende do que você está procurando.
Aquele sucesso entre as pessoas em uma rede social, ou no lugar onde você trabalha e estuda, ou aquele que te satisfaz de dentro para fora, aquela felicidade incondicional, aquela alegria de ter tornado um sonho em realidade.
O que você chama de sucesso?

Admita, não é fácil viver em uma sociedade tão hipócrita, falsa e idealizada.
Não é fácil andar para esquerda, enquanto uma tropa de robôs corre identicamente para a direita.
Os estereótipos existem, o preconceito existe, os belos narcisos recheados de veneno existem.
Mas é escolha nossa ignorar tudo o que de fato tentam nos implantam, é escolha nossa parar de apresentar uma vida que não é real, ou então, viver 70/80 anos sendo monitorado por opção.

Está mais do que na hora de abrir as cortinas e deixar os raios de sol entrarem.
Está mais do que na hora de fugir de TUDO o que nos torna iguais; nascemos para sermos únicos, nascemos para sermos livres de todas as prisões mentais e físicas desse mundo.

“Se tiver que escolher entre ser invisível para o mundo, ou ser um robô dele, escolha ser invisível”.






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