Fazem duas semanas que meu pai faleceu; descobrimos seu câncer, quando já estava no último estágio.
Sua aparência não denunciava a doença, embora por dentro já estivesse definhando.
Meus amigos discutiam sobre seus super heróis favoritos, às vezes, ate acabavam brigando, por terem opiniões diferentes. Quando me perguntavam qual o meu preferido, eu enchia a boca para dizer que era meu pai.
Ele sempre estava sorrindo e brincando, tentando me ensinar a ser feliz independente da situação ou circunstância. Heróis não precisam de capas ou super poderes, eles só precisam te salvar, mesmo que seja com um abraço. E cara, meu pai fazia isso o tempo todo.
Sua aparência não denunciava a doença, embora por dentro já estivesse definhando.
Meus amigos discutiam sobre seus super heróis favoritos, às vezes, ate acabavam brigando, por terem opiniões diferentes. Quando me perguntavam qual o meu preferido, eu enchia a boca para dizer que era meu pai.
Ele sempre estava sorrindo e brincando, tentando me ensinar a ser feliz independente da situação ou circunstância. Heróis não precisam de capas ou super poderes, eles só precisam te salvar, mesmo que seja com um abraço. E cara, meu pai fazia isso o tempo todo.
Minha mãe acabou decidindo que nos mudaríamos para o Alasca, junto de meus avôs; que moram lá a uns anos.
Talvez seja melhor pra nós, principalmente para ela.
Mesmo não me dizendo, sinto-a destruída por dentro, ela tenta sorrir para disfarçar, porém cada vez que toco no assunto, ela me abraça, beija minha testa e vai para o quarto, onde fica trancada por horas.
Embora eu seja novo, não quer dizer que não entenda. Posso ver isso, eu a conheço.
Talvez seja melhor pra nós, principalmente para ela.
Mesmo não me dizendo, sinto-a destruída por dentro, ela tenta sorrir para disfarçar, porém cada vez que toco no assunto, ela me abraça, beija minha testa e vai para o quarto, onde fica trancada por horas.
Embora eu seja novo, não quer dizer que não entenda. Posso ver isso, eu a conheço.
Foi em uma terça-feira à tarde que chegamos no Alasca, estava fazendo um frio tenebroso, o vento soprava forte; senti minhas orelhas e dedos congelarem. Fazia uns -8°C, em plena primavera.
Fomos recepcionados por meu avô e seu cão, Alfa. Um lindo Husky siberiano, cujo tinha um olho azul e outro verde, a famosa doença de aparência intrigante, heterocromia.
Minha mãe logo que o viu, o abraçou por alguns minutos, parecia não querer soltar. Ele aparentava estar mais gordo desde a última vez que o vi mas, talvez fosse só o enorme casaco que vestia.
Quando chegou minha vez de abraça-lo, lembrei do verdadeiro motivo de estarmos ali; meu pai. Lembrei que nunca mais o veria e que teria que me acostumar a abraçar outros homens que não fossem ele, entretanto, mesmo que fizesse isso, jamais poderia o substituir, ele ainda seria meu herói e arrumaria um jeito de cuidar de mim.
Fomos recepcionados por meu avô e seu cão, Alfa. Um lindo Husky siberiano, cujo tinha um olho azul e outro verde, a famosa doença de aparência intrigante, heterocromia.
Minha mãe logo que o viu, o abraçou por alguns minutos, parecia não querer soltar. Ele aparentava estar mais gordo desde a última vez que o vi mas, talvez fosse só o enorme casaco que vestia.
Quando chegou minha vez de abraça-lo, lembrei do verdadeiro motivo de estarmos ali; meu pai. Lembrei que nunca mais o veria e que teria que me acostumar a abraçar outros homens que não fossem ele, entretanto, mesmo que fizesse isso, jamais poderia o substituir, ele ainda seria meu herói e arrumaria um jeito de cuidar de mim.
Eles ainda moravam na mesma casa, e ela ainda estava do mesmo jeito, intacta, assim como tudo naquele lugar. O frio conservava principalmente as pessoas; ninguém daria 80 anos a minha avó, ela parecia ter pelo menos uns 55.
Mamãe e eu dividiríamos o quarto; o quarto que um dia foi de meu pai e ela.
O cheiro ali fazia lembrar dele, na verdade, quase tudo lembrava ele. É impossível tirá-lo da cabeça.
Mamãe e eu dividiríamos o quarto; o quarto que um dia foi de meu pai e ela.
O cheiro ali fazia lembrar dele, na verdade, quase tudo lembrava ele. É impossível tirá-lo da cabeça.
— Como estão se sentindo? — indagou minha vó — Sinto muito por sua perda. Peter era um homem excepcional.
— Estamos bem, tentando pelo menos — Ela me cutuca de leve, soltando um sorriso forçado.
— É. Estamos — sussurro
Meu avô sai da cozinha em direção à sala, segurando uma tigela de biscoitos para nós.
— E o chá? — perguntou minha vó olhando para ele
— Verdade, um cházinho cairia bem — ele coloca a tigela sobre à mesa e volta para à cozinha.
Pego um biscoito. É de chocolate com caramelo. Uma delícia.
— Se tivéssemos descoberto antes, as coisas seriam diferentes — minha mãe balbucia, quase chorando.
— Eu sei querida
Vovó a abraça tentando acalma-lá.
Mas, nada adianta. Ela precisava chorar, precisava por pra fora aquilo o que sentia por dentro e aquele era o momento certo.
As lágrimas dela, a saudade do meu pai, as lembranças, tudo isso me deixava cabisbaixo, eu sinceramente não aguentava mais aquele peso.
Peguei alguns biscoitos e levantei, não esperei o chá, apenas me desloquei até à varanda.
— Onde vai Johnny? — gritou minha mãe
— Caminhar — respondi, já passando da porta.
— Estamos bem, tentando pelo menos — Ela me cutuca de leve, soltando um sorriso forçado.
— É. Estamos — sussurro
Meu avô sai da cozinha em direção à sala, segurando uma tigela de biscoitos para nós.
— E o chá? — perguntou minha vó olhando para ele
— Verdade, um cházinho cairia bem — ele coloca a tigela sobre à mesa e volta para à cozinha.
Pego um biscoito. É de chocolate com caramelo. Uma delícia.
— Se tivéssemos descoberto antes, as coisas seriam diferentes — minha mãe balbucia, quase chorando.
— Eu sei querida
Vovó a abraça tentando acalma-lá.
Mas, nada adianta. Ela precisava chorar, precisava por pra fora aquilo o que sentia por dentro e aquele era o momento certo.
As lágrimas dela, a saudade do meu pai, as lembranças, tudo isso me deixava cabisbaixo, eu sinceramente não aguentava mais aquele peso.
Peguei alguns biscoitos e levantei, não esperei o chá, apenas me desloquei até à varanda.
— Onde vai Johnny? — gritou minha mãe
— Caminhar — respondi, já passando da porta.
O ambiente ali era todo branco.
As árvores, o chão, os flocos que caiam incessantemente do céu.
Aquele lugar me lembrava um freezer gigantesco.
Era um branco imenso, mesmo se olhasse a quilômetros e quilômetros veria a mesma coisa.
Andei até um antigo balanço, que meus avôs construíram para mim quando eu era criança, sentei-me.
Me balancei por alguns minutos mas, o frio aumentava a cada balançada, meu nariz devia estar vermelho aquela altura, mal o sentia.
Comecei a soprar minhas mãos adormecidas, tentando aquece-las, embora fosse quase inútil.
Notei um movimento alaranjado em meio a neve intensa, vinha de um bosque.
Intrigado, me dirigi devagar até as árvores.
Uma adorável raposa, cavava à neve. Acredito que estava tentando achar alimento.
Me escondi atrás de um pinheiro, onde a observei por alguns minutos, era tão bela, tão inocente e pura. Nunca havia visto nenhuma de perto, apenas em programas do Discovery e Animal Planet. Admito, foi emocionante. Sempre tive uma certa admiração por animais assim.
Por descuido, me apoiei em um galho seco, quebrando-o.
Alarmada a raposa se esquivou para o lado, procurando o que havia feito o ruído.
Gentilmente saí de trás da árvore, me ajoelhando na neve.
— Hey amiguinha. Tudo bem? Não vou te machucar — sussurrei para o animalzinho.
Despedacei um dos biscoitos e estendi a mão para ela, lhe oferecendo como saudação.
A raposa curiosa aproximou-se.
Sentou à minha frente, olhando em meus olhos; logo para a minha mão, ainda estendida.
Soltei os pedacinhos no chão, sem hesitar, ela os devora depressa.
Me sento na neve para olha-lá.
Satisfeita, ela se aprochega de minhas pernas, tentando se aninhar entre elas. Assim que consegue, ela se deita. Com a mão direita, tento acaricia-la receoso.
Ela aceita o carinho, farejando o cheiro do chocolate na palma da minha mão.
As árvores, o chão, os flocos que caiam incessantemente do céu.
Aquele lugar me lembrava um freezer gigantesco.
Era um branco imenso, mesmo se olhasse a quilômetros e quilômetros veria a mesma coisa.
Andei até um antigo balanço, que meus avôs construíram para mim quando eu era criança, sentei-me.
Me balancei por alguns minutos mas, o frio aumentava a cada balançada, meu nariz devia estar vermelho aquela altura, mal o sentia.
Comecei a soprar minhas mãos adormecidas, tentando aquece-las, embora fosse quase inútil.
Notei um movimento alaranjado em meio a neve intensa, vinha de um bosque.
Intrigado, me dirigi devagar até as árvores.
Uma adorável raposa, cavava à neve. Acredito que estava tentando achar alimento.
Me escondi atrás de um pinheiro, onde a observei por alguns minutos, era tão bela, tão inocente e pura. Nunca havia visto nenhuma de perto, apenas em programas do Discovery e Animal Planet. Admito, foi emocionante. Sempre tive uma certa admiração por animais assim.
Por descuido, me apoiei em um galho seco, quebrando-o.
Alarmada a raposa se esquivou para o lado, procurando o que havia feito o ruído.
Gentilmente saí de trás da árvore, me ajoelhando na neve.
— Hey amiguinha. Tudo bem? Não vou te machucar — sussurrei para o animalzinho.
Despedacei um dos biscoitos e estendi a mão para ela, lhe oferecendo como saudação.
A raposa curiosa aproximou-se.
Sentou à minha frente, olhando em meus olhos; logo para a minha mão, ainda estendida.
Soltei os pedacinhos no chão, sem hesitar, ela os devora depressa.
Me sento na neve para olha-lá.
Satisfeita, ela se aprochega de minhas pernas, tentando se aninhar entre elas. Assim que consegue, ela se deita. Com a mão direita, tento acaricia-la receoso.
Ela aceita o carinho, farejando o cheiro do chocolate na palma da minha mão.
— JOHN! — berrou minha mãe furiosa
— Onde você esta?
— Estou aqui! — gritei de volta
Com sutilidade, solto a raposa entre as árvores
— Eu volto amanhã, ok? Por favor, esteja aqui.
Saio disparado em direção à casa
— Não pode ficar até tarde na rua, aqui faz muito frio. — minha mãe me alerta
— Desculpe mãe.
Ela sorri.
— Onde você esta?
— Estou aqui! — gritei de volta
Com sutilidade, solto a raposa entre as árvores
— Eu volto amanhã, ok? Por favor, esteja aqui.
Saio disparado em direção à casa
— Não pode ficar até tarde na rua, aqui faz muito frio. — minha mãe me alerta
— Desculpe mãe.
Ela sorri.
As noites no Alasca eram quase mortais; por sorte, tinha um enorme aquecedor dentro do nosso quarto.
Me cobri até a cabeça, peguei uma lanterna e comecei a olhar um antigo álbum de fotos da família.
E adivinha... Meu pai estava lá, mais vivo do que nunca.
Como poderia estar respirando em um dia e no outro nem existir mais?
Se tem algo que aprendi, é que, existem perguntas sem respostas. As vezes é preciso aceitar o que se tem, aceitar a vida que leva, aceitar a morte e o luto, tentando ser feliz com ou sem eles.
Me cobri até a cabeça, peguei uma lanterna e comecei a olhar um antigo álbum de fotos da família.
E adivinha... Meu pai estava lá, mais vivo do que nunca.
Como poderia estar respirando em um dia e no outro nem existir mais?
Se tem algo que aprendi, é que, existem perguntas sem respostas. As vezes é preciso aceitar o que se tem, aceitar a vida que leva, aceitar a morte e o luto, tentando ser feliz com ou sem eles.
Um hálito quente me acordou de manhã cedo. Era Alfa, lambendo meu rosto todo.
— Bom dia garotão — Brinquei com ele, enquanto bagunçava seu pêlo.
O cheirinho de waffles da vovó vinha até o quarto.
Me arrumei rapidamente, tentando não congelar, coloquei uma touca e 3 meias só por precaução.
Estavam todos sentados à mesa, pareciam felizes, como se nada de ruim tivesse acontecido.
Sem demora, me sento junto deles.
Minha vó se levanta, separando um prato com waffles e mel.
— Coma tudo querido! — exclamou ela, me entregando o prato.
Saboreio aquilo com tanta vontade.
O gostinho me lembrou a infância.
Logo quando termino, minha vó sorridente pergunta:
— Quer mais?
Retribuindo o sorriso respondo:
— Não vó, obrigado. Aliás, ainda tem aqueles biscoitos de ontem ?
— Sobrou alguns, você quer?
— Quero!
Ela abre o armário, pegando os biscoitos e os colocando em uma vasilha.
Assim que pego, saio da mesa em direção à rua.
Noto que todos me olham, mas sem dar importância, sigo meu trajeto.
— Bom dia garotão — Brinquei com ele, enquanto bagunçava seu pêlo.
O cheirinho de waffles da vovó vinha até o quarto.
Me arrumei rapidamente, tentando não congelar, coloquei uma touca e 3 meias só por precaução.
Estavam todos sentados à mesa, pareciam felizes, como se nada de ruim tivesse acontecido.
Sem demora, me sento junto deles.
Minha vó se levanta, separando um prato com waffles e mel.
— Coma tudo querido! — exclamou ela, me entregando o prato.
Saboreio aquilo com tanta vontade.
O gostinho me lembrou a infância.
Logo quando termino, minha vó sorridente pergunta:
— Quer mais?
Retribuindo o sorriso respondo:
— Não vó, obrigado. Aliás, ainda tem aqueles biscoitos de ontem ?
— Sobrou alguns, você quer?
— Quero!
Ela abre o armário, pegando os biscoitos e os colocando em uma vasilha.
Assim que pego, saio da mesa em direção à rua.
Noto que todos me olham, mas sem dar importância, sigo meu trajeto.
Deveria ter nevado mais durante à noite, meus pés se afundavam no chão a cada passo dado.
Entro no bosque para explorar um pouco, seus pinheiros cobertos de neve, cercavam o ambiente todo. Caminhei por entre eles até encontrar uma grande pedra, onde sentei para comer.
Ouço alguns ruídos vindo atrás de mim, me viro devagar para olhar.
Sentadinha me olhando, ela se mantia.
— Você veio! — com um sorriso, a chamo com a mão para mais perto.
Imediatamente, ela se aproxima.
A raposinha adorável não havia me esquecido, muito menos eu dela.
Dou-lhe alguns biscoitos.
— Trouxe para você. Sei o quanto gosta.
Ela lambe as patinhas depois de comer.
Em seguida, sem pedir permissão, se aconchega no meu colo.
Sempre imaginei animais assim, como selvagens, embora não fosse o que parecia.
Por algum motivo, ela se sentia protegida comigo.
Sua cor se destacava ali. Ela coloria aquele lugar e dava sentido a ele.
Entro no bosque para explorar um pouco, seus pinheiros cobertos de neve, cercavam o ambiente todo. Caminhei por entre eles até encontrar uma grande pedra, onde sentei para comer.
Ouço alguns ruídos vindo atrás de mim, me viro devagar para olhar.
Sentadinha me olhando, ela se mantia.
— Você veio! — com um sorriso, a chamo com a mão para mais perto.
Imediatamente, ela se aproxima.
A raposinha adorável não havia me esquecido, muito menos eu dela.
Dou-lhe alguns biscoitos.
— Trouxe para você. Sei o quanto gosta.
Ela lambe as patinhas depois de comer.
Em seguida, sem pedir permissão, se aconchega no meu colo.
Sempre imaginei animais assim, como selvagens, embora não fosse o que parecia.
Por algum motivo, ela se sentia protegida comigo.
Sua cor se destacava ali. Ela coloria aquele lugar e dava sentido a ele.
Por muitas semanas nos encontramos no bosque. As vezes ela simplesmente comia e dormia, ja outras, saiamos correndo por entre as árvores e brincavamos.
Se tornou minha melhor amiga. Contei a ela sobre meu pai, sobre minha antiga casa, contei minha vida inteira. Ela nunca me respondeu, mas sempre lambia minhas mãos quando eu terminava de falar. Eu sabia que era especial pra ela também.
Com o tempo, o luto foi diminuindo, a dor foi cessando.
Passar meus dias me dedicando a ela, me trouxe uma nova motivação.
Minha avó criou o costume de fazer biscoitos toda à manhã, ela achava que era eu que os comia, então ja os deixava pronto para me agradar.
Se tornou minha melhor amiga. Contei a ela sobre meu pai, sobre minha antiga casa, contei minha vida inteira. Ela nunca me respondeu, mas sempre lambia minhas mãos quando eu terminava de falar. Eu sabia que era especial pra ela também.
Com o tempo, o luto foi diminuindo, a dor foi cessando.
Passar meus dias me dedicando a ela, me trouxe uma nova motivação.
Minha avó criou o costume de fazer biscoitos toda à manhã, ela achava que era eu que os comia, então ja os deixava pronto para me agradar.
Em uma tarde, ansioso para reecontrar minha raposa, corri até o bosque.
Esperei-a na pedra por algumas horas, e nada.
Procurei-a por toda parte, mas não encontrei. Ela não estava em lugar nenhum, havia sumido, como se nunca tivesse existido.
Perto do anoitecer, voltei para casa, onde chorei à noite inteira.
Esperei-a na pedra por algumas horas, e nada.
Procurei-a por toda parte, mas não encontrei. Ela não estava em lugar nenhum, havia sumido, como se nunca tivesse existido.
Perto do anoitecer, voltei para casa, onde chorei à noite inteira.
— Meu amor, tem alguém querendo conhecer você. — minha mãe diz, me acordando
— Bom dia mãe. — falei baixinho
Quando olho para à porta, uma menina estava parada lá.
Ela vestia uma calça branca com um casaco cor-de-rosa. Seu cabelo era ruivo e comprido, seus olhos de um verde bem clarinho.
Ela acenou para mim com um sorriso radiante.
Minha mãe e ela foram até a sala.
Após me vestir, fui até onde estavam.
— Johnny, essa é Savanna, filha dos nossos novos vizinhos.
— Oi Savanna. — comprimentei
— Oi Johnny. Quantos anos você tem ? — ela indaga diretamente
— Tenho 12 e você?
— 11 — ela sorri
— Você me lembra uma antiga amiga minha. — olho para ela, analisando suas feições
— Isso é bom? — ela pergunta
— É ótimo — sorrio de lado
Minha vó surge com um prato de biscoitos, colocando-o em cima da mesinha de centro.
— Fiz pra vocês — ela diz
— Eu amo biscoitos — Savanna responde, ja pegando um do prato.
Ali comemos e conversamos, ate que seus pais vieram busca-lá para almoçar.
— Te vejo mais tarde? — ela pergunta antes de ir
— Vou te esperar aqui.
— Está bem.
— Bom dia mãe. — falei baixinho
Quando olho para à porta, uma menina estava parada lá.
Ela vestia uma calça branca com um casaco cor-de-rosa. Seu cabelo era ruivo e comprido, seus olhos de um verde bem clarinho.
Ela acenou para mim com um sorriso radiante.
Minha mãe e ela foram até a sala.
Após me vestir, fui até onde estavam.
— Johnny, essa é Savanna, filha dos nossos novos vizinhos.
— Oi Savanna. — comprimentei
— Oi Johnny. Quantos anos você tem ? — ela indaga diretamente
— Tenho 12 e você?
— 11 — ela sorri
— Você me lembra uma antiga amiga minha. — olho para ela, analisando suas feições
— Isso é bom? — ela pergunta
— É ótimo — sorrio de lado
Minha vó surge com um prato de biscoitos, colocando-o em cima da mesinha de centro.
— Fiz pra vocês — ela diz
— Eu amo biscoitos — Savanna responde, ja pegando um do prato.
Ali comemos e conversamos, ate que seus pais vieram busca-lá para almoçar.
— Te vejo mais tarde? — ela pergunta antes de ir
— Vou te esperar aqui.
— Está bem.
Horas depois vou até a janela da frente e fico observando o bosque por um tempo.
Noto um movimento alaranjado entre as árvores.
Esperançoso corro ate lá.
Quando chego Savanna estava sentada na pedra.
— Oi John, quer brincar? — ela diz assim que me vê
— Quero — respondo
O cabelo de Savanna, me lembrava a pelagem da raposa. Eu sabia que não era ela mas, minha esperança falava mais alto.
Brincamos e corremos ate o cair da noite.
Foi divertido, a gente se entendia. Contei a ela o que havia acontecido e dessa vez fui respondido.
— Vai ficar tudo bem — ela dizia inocentemente
Noto um movimento alaranjado entre as árvores.
Esperançoso corro ate lá.
Quando chego Savanna estava sentada na pedra.
— Oi John, quer brincar? — ela diz assim que me vê
— Quero — respondo
O cabelo de Savanna, me lembrava a pelagem da raposa. Eu sabia que não era ela mas, minha esperança falava mais alto.
Brincamos e corremos ate o cair da noite.
Foi divertido, a gente se entendia. Contei a ela o que havia acontecido e dessa vez fui respondido.
— Vai ficar tudo bem — ela dizia inocentemente
Eu queria vê-la de novo.
Queria que ela deitasse no meu colo.
Queria abraçar meu pai pela última vez.
Ambos haviam sumido pra sempre.
Ambos haviam me salvado por um tempo.
Não sei dizer até quando essa menina me salvaria todavia, ser salvo era necessário.
Ela era necessária.
Queria que ela deitasse no meu colo.
Queria abraçar meu pai pela última vez.
Ambos haviam sumido pra sempre.
Ambos haviam me salvado por um tempo.
Não sei dizer até quando essa menina me salvaria todavia, ser salvo era necessário.
Ela era necessária.
"A vida é feita de fases, fases que podem levar dias, meses ou anos.
Fases boas e fases difíceis.
Cabe a você encontrar a maneira certa de transformar um momento ruim, em algo bom."
Fases boas e fases difíceis.
Cabe a você encontrar a maneira certa de transformar um momento ruim, em algo bom."
O milagre aparece quando você menos espera.
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