O cantarolar do Oceano

By Nubia Dotto - agosto 08, 2017

Ontem fui até a praia.
As ondas se chocavam violentamente.
Seus inesgotáveis compostos orgânicos formavam uma densa e esbranquiçada espuma.
Logo que as ondas se quebravam ao tocar a areia da margem, sua morte era lamentável; mas, não para elas, pois o luto era algo natural do oceano.
O vento soprava forte.
Era possível ouvi-lo assobiar; uma curta melodia, um choro, um suspiro, um balbuceio.
O som é relativamente diferente, depende de quem o ouve.
Para mim, prefiro dizer que a brisa marítima, cantaroleia para conquistar minha atenção.
Ela sempre consegue!
Toda vez que me coloco em frente ao mar, meu foco se torna aquele momento.
Nada mais importa.
Se eu fechar os olhos me sinto leve, como se a brisa pudesse me carregar junto dela para dentro do oceano.
Eu poderia viajar pelos 4 cantos do mundo, seguindo sua irreprimível harmonia.

A areia branca molhada na margem deixava um contraste lindo com o mar, que era ora azul, ora verde.
Minha mente vazia pairava pela imensidão daquela pequena eternidade.
As pegadas na beirada eram a minha marca.
A prova de que estive ali.
Com o passar das horas, o vento as apagariam e nada mais sobraria.
Apenas as minhas lembranças e meu coração cativo.

"Trouxe comigo algumas conchinhas trazidas pela maré, o cantarolar galanteador do oceano permanecia dentro delas; eles são parte um do outro."

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